Como ficam as pessoas que vão precisar de transporte? Gilson Nascimento responde
Após a publicação da notícia da paralisação de toda a frota de transporte coletivo de Ilhéus, a partir desta terça, a redação do Jornal Bahia Online não parou de receber questionamentos por telefone. "E as pessoas dos serviços essenciais que estarão trabalhando? Como poderão se deslocar? Com um território rural tão extenso, caso haja a necessidade de um atendimento de emergência, como a população interiorana poderá se deslocar?". Estas foram algumas das perguntas mais recorrentes.
De acordo com o Superintendente de Transporte e Trânsito, neste momento a secretaria de Saúde está elaborando uma escala de horários para atender aos trabalhadores do serviço público de saúde, que continuarão atuando em seus locais de trabalho. Dois ônibus farão esse serviço para garantir a ida e a vinda destes profissionais. O hospital deverá acordar com a Sesau os roteiros para atender esta demanda.
Outros veículos da frota da Prefeitura estarão de plantão para atender casos especiais e emergenciais no interior de Ilhéus para o transporte de pacientes que necessitem de atenção médica. Gilson Nascimento foi taxativo: "é preciso entender a necessidade deste sacrifício. Estamos numa semana essencial para o controle do vírus e o sistema terá mesmo que ser suspenso", alertou.
Ele chamou a atenção para a aglomeração de pessoas ainda em alguns pontos da cidade. Citou, ontem, a condição da Feira Livre do Malhado. Era grande o fluxo. "Nos ônibus, a maior parte das cadeiras, era ocupada por idosos. Isso é muito perigoso. É preciso frear esse perigo de contaminação", afirmou agora há pouco ao JBO.